O CÉU ESTRELADO ERA O SEU TETO.
O céu estrelado era o seu teto ,
Mas em noites escuras ele chorava,
Em meio a tal ausência ele implorava,
Pois, desejava de volta o céu aberto.
Mas em noites escuras ele chorava,
Em meio a tal ausência ele implorava,
Pois, desejava de volta o céu aberto.
A relva macia era o seu leito,
A solidão da noite regava-lhe o pranto,
As noites geladas um verdadeiro espanto,
Era a vida faltando-lhe com respeito.
A solidão da noite regava-lhe o pranto,
As noites geladas um verdadeiro espanto,
Era a vida faltando-lhe com respeito.
Os trapos que lhe cobriam o corpo ressequido,
Eram como mortalhas decadentes,
Fazendo do pobre indigente,
Um ser abjeto e esquecido.
Ali o rosto sinistro da impiedade,
Abria o seu detestável sorriso cinzento,
Como se necessário fosse tanto sofrimento
E cada vez mais dura a realidade.
Denio Reis
Poema selecionado para compor a coletânea da Editora Vivara,do concurso " Poetize 2026 " .