sábado, 31 de janeiro de 2026

 

BOTIJA DE AZEITE


Somos como a botija do Senhor,
Onde o Espirito Santo faz morada,
Numa medida completa e recalcada,
Sendo ao mesmo tempo o nosso consolador.


A viúva estava pobre e endividada,
Já não sabia mais o que fazer,
Apelou para o profeta mas sem se esquecer ,
Que estava em Deus, a solução esperada.


Eliseu entendeu a sua reinvindicação,
Ao seu clamor não ficou indiferente,
Mas, queria que ela simplesmente,
Abrisse o seu coração.


Ela humilhou-se perante Elizeu,
Profeta de Deus de vida consagrada,
Que pediu à Elias do seu  espirito, porção dobrada,
Ao que ele de pronto concedeu.


O azeite da botija foi multiplicado, 
O milagre simplesmente aconteceu,
Já que às ordens do profeta a viúva obedeceu,
E o socorro não lhe foi negado.


Denio  Reis


quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

 

O CÉU ESTRELADO ERA O SEU TETO.

O céu estrelado era o seu teto ,
Mas em noites escuras ele chorava,
Em meio a tal ausência ele implorava,
Pois, desejava de volta o céu aberto. 

A relva macia era o seu leito, 
A solidão da noite regava-lhe o pranto,
As noites geladas um verdadeiro espanto,
Era a vida faltando-lhe com respeito.

Os trapos que lhe cobriam o corpo ressequido,
Eram como mortalhas decadentes,
Fazendo do pobre indigente,
Um ser abjeto e esquecido.

Ali o rosto sinistro da impiedade,
 Abria o seu detestável sorriso cinzento,
Como se necessário fosse tanto sofrimento 
E cada vez mais dura a realidade.


Denio Reis

Poema selecionado para compor a coletânea da Editora Vivara,do concurso " Poetize 2026 " . 

domingo, 28 de março de 2021

O Látego da redenção


Cada gota caída,

De sangue carmesim,

Era uma alma saída,

De um inferno sem fim.

 

Gotas que clamavam ao céu,

Tingindo de vermelho ao chão,

Eram as  gotas da redenção,

Cumprindo assim o seu papel.

 

Enquanto o látego à carne dilacerava,

O silêncio respondia,

Mesmo em meio a tanta agonia,

Ele não reclamava.

 

A cruz que era  símbolo de maldição,

Tornou-se um hino de vitória,

Trouxe para cruz um brado que permanece na História,

E com ela a salvação.

 

O grito calado no peito,

Foi um grito de libertação,

Transformando aquele momento de tristeza,

Numa grande celebração.

 

 

Denio Reis

 




domingo, 6 de setembro de 2020

Maria Leopoldina

Inesquecível imperatriz regente,

Assinou com mão forte,

A declaração que deu suporte,

Para um país independente.

 

Foi decisiva ao assinar o decreto,

Pois D.Pedro estava ausente,

Mas a imperatriz regente,

Fez o que era certo.

 

Corajosa e determinada,

Persuadiu ao marido Imperador,

Dar o grito sem nenhum temor,

Independência ou morte!

 

Devemos o 7 de setembro  à essa mulher,

Para muitos ainda desconhecida,

Mas foi verdadeiramente destemida.

Sem hesitar um minuto sequer.

 

Que o 7 de setembro tão festejado,

Não seja uma mera comemoração,

Porém, uma majestosa celebração,

Para quem deixou-nos esse legado.

 

Maria Leopoldina a Imperatriz,

Também chamada mãe do Brasil,

Que numa visão realista sempre viu,

Que ser independente o povo sempre quis.

 

Denio Reis

domingo, 19 de julho de 2020

Sempre será melhor


O que passou,passou,
O que era para ficar ficou,
Mesmo numa memória  adormecida,
Pois assim é a vida.

Viver é por certo,
Uma batalha permanente,
Mas faz com que a gente,
Cresça,mesmo em pleno deserto.

Olhar para frente é um imperativo,
Os nossos sonhos estão onde a vista alcança,
Se a vida é vivida com esperança,
Ela se torna o nosso distintivo.

O dia seguinte não precisa ser pior,
Se olharmos com uma visão transparente,
Deixando em nós uma certeza permanente,
Que o que está para vir sempre será melhor.


Denio Reis

domingo, 5 de julho de 2020

O orgulho precede a queda.



Chamava-se Nabucodonosor,
Seu reino era imenso,
De igual modo tão intenso,
Que não cabia em si mesmo tanto esplendor.

Julgava -se o senhor do mundo,
Não admitia outro igual,
O orgulho que gerava tanto mal,
Levou-o também para o fundo.

Vivia cercado de luxo e luxúria,
Não se preocupava com a sua reputação,
Era o senhor do reino da ostentação
E da canalhada espúria.

Não temia à ninguém e muito menos o Deus da criação,
Cercado de bajuladores vivia suntuosamente,
Esqueceu-se que o mesmo Deus que é paciente,
Também  pesa a sua mão.

Por não reconhecer que o poder de Deus era maior do que o seu,
Foi tirado dentre os homens repentinamente
E ao se tornar uma pessoa demente,
Foi comer erva com os bois enquanto assim permaneceu.

Babilônia nunca será esquecida,
Mas de forma alguma reconstruída,
Pois desafiou o Deus todo poderoso,
Que está vestido de toda glória em seu trono majestoso.

OBS: O título do poema,foi extraído do livro de provérbios,capítulo 16,versículo 18.


Denio Reis



quinta-feira, 25 de junho de 2020

Partida


O coche que te conduziu todo enfeitado,
De flamívomos ardentes e perfumados,
Seguiu por costumeiros e imorredouros caminhos,
Entre flores e também espinhos.

Esse cortejo ornamental,
Que tinha algo de sideral,
Incontidamente avançou,
Para o lugar em que tudo terminou.

O silêncio agora era interminável,
Maior do que todos os silêncios existentes,
Tal silêncio por se tornar tão evidente,
Tornou-se também abominável.

Os soluços não puderam ser contidos,
Até de longe eram ouvidos,
Insinuando-se entre a estarrecida multidão,
Diante de tamanha comoção.

A imperatriz partiu com os seus ideais,
Mas o coração com o povo permaneceu,
Ela na verdade não morreu,
Pois a sua falta é sentida cada vez mais.

Denio Reis