ANJOS DE VESTES IMACULADAS
Corredores vazios,
Extremamente frios,
Invadindo a alma recolhida,
Que às vezes esquecida,
Grita por socorro.
ANJOS DE VESTES IMACULADAS
Tudo Consumado
Foi no gólgota também chamado caveira,
A cruz do meio o testemunho,
Cravos Rasgando os pés e os punhos,
Numa sinistra sexta-feira.
Asfixia aos poucos consumindo,
O pouco ar que lhe restava,
Seu sofrimento só aumentava,
Enquanto bravamente ia resistindo.
Gente zombando e outros apiedados,
Alguns balançando à cabeça indiferentes,
Outros curiosos tão somente,
Ironicamente passando de lado.
BOTIJA DE AZEITE
Denio Reis
O CÉU ESTRELADO ERA O SEU TETO.
Cada gota caída,
De sangue carmesim,
Era uma alma saída,
De um inferno sem fim.
Gotas que clamavam ao céu,
Tingindo de vermelho ao chão,
Eram as gotas da redenção,
Cumprindo assim o seu papel.
Enquanto o látego à carne dilacerava,
O silêncio respondia,
Mesmo em meio a tanta agonia,
Ele não reclamava.
A cruz que era símbolo de
maldição,
Tornou-se um hino de vitória,
Trouxe para cruz um brado que permanece na História,
E com ela a salvação.
O grito calado no peito,
Foi um grito de libertação,
Transformando aquele momento de tristeza,
Numa grande celebração.
Denio Reis
Inesquecível imperatriz regente,
Assinou
com mão forte,
A
declaração que deu suporte,
Para um
país independente.
Foi
decisiva ao assinar o decreto,
Pois
D.Pedro estava ausente,
Mas a
imperatriz regente,
Fez o que
era certo.
Corajosa e
determinada,
Persuadiu
ao marido Imperador,
Dar o
grito sem nenhum temor,
Independência
ou morte!
Devemos o
7 de setembro à essa mulher,
Para
muitos ainda desconhecida,
Mas foi
verdadeiramente destemida.
Sem
hesitar um minuto sequer.
Que o 7 de
setembro tão festejado,
Não seja
uma mera comemoração,
Porém, uma
majestosa celebração,
Para quem deixou-nos
esse legado.
Maria
Leopoldina a Imperatriz,
Também
chamada mãe do Brasil,
Que numa
visão realista sempre viu,
Que ser independente
o povo sempre quis.
Denio Reis