Tudo Consumado
Foi no gólgota também chamado caveira,
A cruz do meio o testemunho,
Cravos Rasgando os pés e os punhos,
Numa sinistra sexta-feira.
Asfixia aos poucos consumindo,
O pouco ar que lhe restava,
Seu sofrimento só aumentava,
Enquanto bravamente ia resistindo.
Gente zombando e outros apiedados,
Alguns balançando à cabeça indiferentes,
Outros curiosos tão somente,
Ironicamente passando de lado.
No madeiro rude a solução,
Do pecado que sobre a humanidade recaiu,
Veio o mártir que ao pecador substituiu,
Do pecado que sobre a humanidade recaiu,
Veio o mártir que ao pecador substituiu,
Num ato de suprema redenção.
Às três horas daquele inesquecível dia,
Ouviu-se o brado de vitória esperado,
Não era um brado de tristeza mas de alegria,
Pois estava tudo consumado .
Denio Reis
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