terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

 

ANJOS DE VESTES IMACULADAS


Altas madrugadas,
Corredores vazios,
Extremamente frios,
Invadindo a alma recolhida,
Que às vezes esquecida,
Grita por socorro.

O ruído seco do instrumental,
Anuncia de maneira formal,
Que é a noite das suturas
E também  das rupturas,
Naquele hospital.

Macas passando ligeiras,
Por corredores espremidos,
Sob olhares compungidos,
De devotadas emfermeiras.

Há gemidos espargidos no ar,
choros descontrolados,
Há gritos inconformados,
Mas há também quem possa consolar.

Lugar em que a dor teimosamente insiste,
Num corpo debilitado que obstinadamente resiste,
Ajudado por anjos de vestes imaculadas,
Que na beira dos leitos de pessoas desesperadas,
Oferece-lhes o alento de que tanto necessitam.


Denio Reis.
 


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