domingo, 1 de janeiro de 2017
Estão dizendo que o ano novo chegou.Fogos de artificio e comemorações sob diferentes formas,parecem indicar que entramos em um novo ano.Ano algum,pode ser considerado novo,simplesmente porque estamos fazendo uso de um novo calendário,ou porque os 365 dias já se cumpriram,e agora,resta-nos repetir novamente todo ritual de contagem, num gesto muitas vezes instintivo e monótono.Um ano só deve ser considerado novo,se novas forem às nossas atitudes,comportamentos,maneira correta de enxergar à vida,e daí por diante.O ano novo é aquele que se encontra dentro de nós,quando visto pelos olhares de quem contempla mudanças em nossa maneira de pensar e de agir.Como afirmar que estamos em um novo ano,se estamos conservando os mesmos e velhos hábitos reprováveis do passado, sem que pelo menos,sintamos à necessidade de mudá-los.Pense nisso!Ano novo não é simplesmente uma troca de calendários.
Denio Reis
sábado, 31 de dezembro de 2016
RECIPROCIDADE
Meus olhos nos teus,
Teus olhos nos meus,
Misteriosa empatia,
Secreta harmonia.
Teus olhos nos meus,
Meus olhos nos teus,
Reciprocidade,
Autenticidade.
Meus olhos nos teus,
Teus olhos nos meus,
Cumplicidade,
Lealdade.
Teus olhos nos meus,
Meus olhos nos teus,
Parceria,
Alegria.
Meus olhos nos teus,
Teus olhos nos meus,
Aventura,
Procura.
Denio Reis
domingo, 18 de dezembro de 2016
Você Não Está Sozinha.
As estrelas virão velar-te o sono,
Quando na tristeza do seu abandono,
À noite cair silente
E a solidão restar somente.
A lua beijar-te-á por certo,
O consolo da esperança estará por perto,
Uma mão amiga repousará em seu ombro
E para longe de ti fugirá o assombro.
Mesmo que por ti passem zombando,
Bocas de escárnio ironizando,
Contigo estará o perdão.
Sozinha você nunca estará,
Pois Intimamente você sempre ouvirá,
A voz sensata do seu coração
Denio Reis
sábado, 10 de dezembro de 2016
O Gênio Nunca Morre
O gênio nunca morre.
Simplesmente voa,
Em direção à sublimidade
Da essência etérea.
Vai habitar entre os mais elevados astros,
Tão alvos quanto à alvura dos alabastros,
No eflúvio das coisas puras.
O gênio não nasce.
Ele surge em meio aos mistérios
Das coisas inesperadas,
Indiferente ao tempo,
Às circunstâncias,
Rompendo às barreiras das limitações,
Por um ato de pura genialidade.
O seu tempo de vida é o tempo
Exato das suas realizações.
Refiro-me à todos os gênios,
E em particular à Mozart,
Que voou para encontrar-se
Com sua essência etérea,
Num dia chuvoso, em 5 de dezembro de 1791.
Denio Reis
Simplesmente voa,
Em direção à sublimidade
Da essência etérea.
Vai habitar entre os mais elevados astros,
Tão alvos quanto à alvura dos alabastros,
No eflúvio das coisas puras.
O gênio não nasce.
Ele surge em meio aos mistérios
Das coisas inesperadas,
Indiferente ao tempo,
Às circunstâncias,
Rompendo às barreiras das limitações,
Por um ato de pura genialidade.
O seu tempo de vida é o tempo
Exato das suas realizações.
Refiro-me à todos os gênios,
E em particular à Mozart,
Que voou para encontrar-se
Com sua essência etérea,
Num dia chuvoso, em 5 de dezembro de 1791.
Denio Reis
sábado, 3 de dezembro de 2016
Tentei
Tentei parar o tempo,
Pois tive medo de envelhecer,
Foi quando olhei para trás
E pude perceber,
Que tudo havia passado tão depressa,
Que na minha pressa de envelhecer,
Não cumpri muitas promessas,
Mas também não sei por que.
Só sei que sempre tive pressa,
No meu jeito de correr,
Talvez para não perceber,
Que nem sempre é bom envelhecer
Quando se tem tanta pressa.
Denio Reis
sábado, 26 de novembro de 2016
Lamentos
Há um constrangedor murmurejar de lamentos,
Convulsivos choros soltos ao vento,
Na solidão encastelada de noites ignotas,
Tangendo às cordas de chorosas notas,
Na imensidão nostálgica de sussurros secretos,
O sorriso disfarçado de lábios inquietos,
Treme sob o espasmo de infinitas horas,
Daquele que abandonado por si mesmo chora.
Som que disperso no espaço ondeia,
Vai ao encontro da calada lua cheia
E na imensidão estelar se aninha.
Ares neblinados que como véu,
Cobrem de lágrimas o azulado céu,
Pela noite escura caminha.
Denio Reis
sábado, 19 de novembro de 2016
Promessas
Chuva caindo,
Pontes ruindo,
Rios transbordando,
Vidas desprotegidas lamentando,
Desabrigados de montão,
Já que tudo era pura ilusão,
O que se havia prometido,
Para os desassistidos,
De que uma casa segura teriam,
Pois recursos haveriam,
Embora sempre protelados,
Pelos que sempre prometeram,
Mas que por conveniência esqueceram,
Das tais enganosas promessas,
Sejam aquelas ou sejam essas,
Pois que já mais vingaram
E muito menos chegaram,
Às mãos dos que sempre esperaram
E sempre acreditaram,
Que apesar de tudo,
Ainda resta algo
Chamado esperança.
Denio Reis
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