domingo, 14 de janeiro de 2018
Via Dolorosa
Um calvário pelo menos todos têm o seu,
Mas equivocadamente eu posso pensar que só o meu,
É o maior de todos os calvários,
Ainda que eles nos sejam necessários.
Jesus não levou à cruz sozinho,
Necessitou de um Simão Cireneu,
Que tão logo percebeu,
Que são muitos os obstáculos pelo caminho.
A cruz tem o peso que você suporta,
Seu peso na realidade não importa,
O que importa é você saber,
Que ela tem a sua razão de ser.
Agradeça aos céus pela sua cruz,
Assim ela tornar-se-á luz
E o seu peso será suportável,
Mesmo diante do imponderável.
Denio Reis
domingo, 24 de dezembro de 2017
Deslumbramento
Quero subir em carro fagulhante,
Para a estrela que estiver mais distante,
Num coche de pedras preciosas
E todo enfeitado de perfumadas rosas.
Quero que seja em plena luz do dia,
Cingido por anjos em sinfonia,
Com estrondosas trombetas prateadas,
Tanto na partida quanto na chegada.
Quero que o séquito seja resplandecente,
Com Vestes de pureza alvinitente,
Diante dos meus olhos deslumbrados.
Que o silêncio ao redor esteja presente,
Para que ouça a voz tão somente,
Dos que sempre estiveram ao meu lado.
OBS: Este poema foi classificado em 8ª lugar,no Concurso Nacional Novos Poetas,
Da Editora Nacional Vivara.
Denio Reis
sábado, 9 de dezembro de 2017
O mais humilde dos reis
Um rei pode nascer também,
Numa despretensiosa estrebaria,
Foi o que aconteceu um dia,
Numa cidade chamada Belém.
Em veneração três reis se curvaram,
Diante de tamanha majestade
E com tal respeito e humildade,
O reverenciaram.
No céu miríades de estrelas reverberavam,
Sobre montes e campinas silenciosas,
Cintilando como pedras preciosas,
Ao tempo em que anunciavam .
Pastores que sempre estiveram atentos,
Pastoreavam o seu rebanho ao relento,
Sendo pelos os anjos também avisados,
Quem em Belém nascera o salvador,
Jesus Cristo, o Senhor.
Os pastores em nenhum momento duvidaram
E por si mesmos constataram,
O que os anjos os haviam relatado,
Que numa modesta manjedoura,
Encontrariam o menino deitado.
Ouro,incenso e mirra foram ofertados,
Por três reis simplesmente deslumbrados,
Com tudo aquilo que se via,
Não cabendo em si mesmos tanta alegria,
Sendo DEUS por isso, glorificado.
Denio Reis
quinta-feira, 12 de outubro de 2017
Agonia de um rio
O rio está morrendo,
A degradação é o seu calvário,
Ele que já foi um berçário,
Hoje, aos trancos e barrancos vai sobrevivendo.
O rio está agonizando,
Mas mesmo assim vai se lembrando,
Que um dia já foi vida,
Mas que vive em clima de despedida.
O rio está gemendo
E nas suas páginas envelhecidas escrevendo,
A sua triste e comovente história,
Que aos olhos de todos tornou-se notória.
O rio na sua agonia está gritando
E com o seu grito desesperado anunciando,
Que lhe resta pouco tempo de existência,
Se não for tomada nenhuma providência.
Esse é o velho rio S.Francisco,
Correndo um sério risco,
De lamentavelmente tornar-se ausente,
Mesmo aos olhos do mais indiferente.
Esse é o velho rio da integração,
Por isso tornou-se inaceitável a sua condição,
Com a perda progressiva da sua vitalidade,
Marca sinistra dessa realidade.
Denio Reis
domingo, 8 de outubro de 2017
Estrelas de cristais
Estrelas de cristais,
Que refulgem no tempo da sua eternidade,
Um brilho que reflete a sua serenidade,
Sempre que brilham cada vez mais.
Estrelas são luzeiros do infinito
E se por ventura gritam não se lhes ouve o grito,
Se falam é no silêncio que às ouvimos,
Se para isto insistirmos.
Estrelas são como às águas plácidas de um rio,
Seu brilho vitalício e frio,
Reflete o seu esplendor.
Estrelas são sinais da existência
E também da beneficência,
Do Deus criador.
Denio Reis
domingo, 24 de setembro de 2017
Acima das nossas cabeças
Acima das nossas cabeças,
Elevam-se os astros,
Alguns deixam rastros
Em suas trajetórias,
Mas outros nem tanto.
Se quisermos ser como os astros,
Devemos brilhar,
Não simplesmente passar
Por essa transitória existência,
Sem nenhum brilho,
Como pólvora sem rastilho,
Apagados como carvão,
Sem mais nenhuma explosão,
Sem nenhuma consistência.
Denio Reis
quinta-feira, 7 de setembro de 2017
Esculpida em poesia
Quero esculpir o seu corpo em poesia,
De uma simples canção transformá-lo em sinfonia,
Fazer dele um poema monumental,
Cercado por uma auriflama imortal.
Quero fazer do seu corpo um monastério,
Uma Clausura cercada de mistérios,
Que de longe eu possa ao menos contemplar
E até de alegria poder chorar.
Que a minha poesia possa ser o seu escultor,
Mas que eu seja apenas o idealizador,
Dessa transcendência.
Que a minha poesia possa humildemente te encontrar,
Esculpida num pedestal e ali perpetuar,
Toda a sua magnificência.
Denio Reis
Assinar:
Postagens (Atom)