domingo, 11 de março de 2018
Só Deus opera milagres
Já Cheira mal Senhor!
Essa é a lógica humana,
Mas na voz do Salvador,
A esperança desfez a trama.
Se creres verás à Glória,
Do Deus que faz a história,
Pois na sepultura o corpo não permaneceu,
Já que ele embora sem vida,
Prontamente reviveu.
Deus ordena a vida,
A morte é mera consequência,
Embora muitos com insistência,
Digam que a morte é da vida,
Uma eterna despedida.
Lázaro continuou vivo,
Para que de pronto se cumprisse,
O que Jesus em bom tom à sua irmã disse:
Se creres verás a Glória de Deus.
Denio Reis.
terça-feira, 13 de fevereiro de 2018
Viagem no tempo
Tenho viajado no tempo.
No tempo das minhas ilações,
Das mais ousadas conjecturas,
Que me levam à temerárias aventuras.
Passo diante de olhos impudentes,
Que nada têm de inocentes,
Também Por olhares cheios de mágoas e duvidosos,
Tão ferinos quanto tendenciosos.
Passo por estradas intermináveis,
Por sorrisos indesejáveis,
Que lançam o seu escárnio sobre a vida.
Passo também por pessoas acolhedoras,
Idealista e construtoras,
Tão necessárias mas desconhecidas.
Denio Reis
domingo, 14 de janeiro de 2018
Via Dolorosa
Um calvário pelo menos todos têm o seu,
Mas equivocadamente eu posso pensar que só o meu,
É o maior de todos os calvários,
Ainda que eles nos sejam necessários.
Jesus não levou à cruz sozinho,
Necessitou de um Simão Cireneu,
Que tão logo percebeu,
Que são muitos os obstáculos pelo caminho.
A cruz tem o peso que você suporta,
Seu peso na realidade não importa,
O que importa é você saber,
Que ela tem a sua razão de ser.
Agradeça aos céus pela sua cruz,
Assim ela tornar-se-á luz
E o seu peso será suportável,
Mesmo diante do imponderável.
Denio Reis
domingo, 24 de dezembro de 2017
Deslumbramento
Quero subir em carro fagulhante,
Para a estrela que estiver mais distante,
Num coche de pedras preciosas
E todo enfeitado de perfumadas rosas.
Quero que seja em plena luz do dia,
Cingido por anjos em sinfonia,
Com estrondosas trombetas prateadas,
Tanto na partida quanto na chegada.
Quero que o séquito seja resplandecente,
Com Vestes de pureza alvinitente,
Diante dos meus olhos deslumbrados.
Que o silêncio ao redor esteja presente,
Para que ouça a voz tão somente,
Dos que sempre estiveram ao meu lado.
OBS: Este poema foi classificado em 8ª lugar,no Concurso Nacional Novos Poetas,
Da Editora Nacional Vivara.
Denio Reis
sábado, 9 de dezembro de 2017
O mais humilde dos reis
Um rei pode nascer também,
Numa despretensiosa estrebaria,
Foi o que aconteceu um dia,
Numa cidade chamada Belém.
Em veneração três reis se curvaram,
Diante de tamanha majestade
E com tal respeito e humildade,
O reverenciaram.
No céu miríades de estrelas reverberavam,
Sobre montes e campinas silenciosas,
Cintilando como pedras preciosas,
Ao tempo em que anunciavam .
Pastores que sempre estiveram atentos,
Pastoreavam o seu rebanho ao relento,
Sendo pelos os anjos também avisados,
Quem em Belém nascera o salvador,
Jesus Cristo, o Senhor.
Os pastores em nenhum momento duvidaram
E por si mesmos constataram,
O que os anjos os haviam relatado,
Que numa modesta manjedoura,
Encontrariam o menino deitado.
Ouro,incenso e mirra foram ofertados,
Por três reis simplesmente deslumbrados,
Com tudo aquilo que se via,
Não cabendo em si mesmos tanta alegria,
Sendo DEUS por isso, glorificado.
Denio Reis
quinta-feira, 12 de outubro de 2017
Agonia de um rio
O rio está morrendo,
A degradação é o seu calvário,
Ele que já foi um berçário,
Hoje, aos trancos e barrancos vai sobrevivendo.
O rio está agonizando,
Mas mesmo assim vai se lembrando,
Que um dia já foi vida,
Mas que vive em clima de despedida.
O rio está gemendo
E nas suas páginas envelhecidas escrevendo,
A sua triste e comovente história,
Que aos olhos de todos tornou-se notória.
O rio na sua agonia está gritando
E com o seu grito desesperado anunciando,
Que lhe resta pouco tempo de existência,
Se não for tomada nenhuma providência.
Esse é o velho rio S.Francisco,
Correndo um sério risco,
De lamentavelmente tornar-se ausente,
Mesmo aos olhos do mais indiferente.
Esse é o velho rio da integração,
Por isso tornou-se inaceitável a sua condição,
Com a perda progressiva da sua vitalidade,
Marca sinistra dessa realidade.
Denio Reis
domingo, 8 de outubro de 2017
Estrelas de cristais
Estrelas de cristais,
Que refulgem no tempo da sua eternidade,
Um brilho que reflete a sua serenidade,
Sempre que brilham cada vez mais.
Estrelas são luzeiros do infinito
E se por ventura gritam não se lhes ouve o grito,
Se falam é no silêncio que às ouvimos,
Se para isto insistirmos.
Estrelas são como às águas plácidas de um rio,
Seu brilho vitalício e frio,
Reflete o seu esplendor.
Estrelas são sinais da existência
E também da beneficência,
Do Deus criador.
Denio Reis
Assinar:
Postagens (Atom)