sábado, 4 de julho de 2015

Soluços Permanentes


O Coche que te conduziu ornado,
De flamívomos ardentes e perfumados,
Segue por diferentes e imaginários caminhos,
Entre flores e também espinhos.

O Cortejo sepulcral que avança,
E também com ele à esperança,
Percorre a madrugada indiferente,
Junto ao corpo frágil que tanta dor sente.

Há agora um silêncio interminável,
Do mais triste e abominável,
De todos os silêncios existentes.

Soluços que não podem ser contidos,
Já de longe são sentidos,
Pois se tornaram permanentes.


Denio Reis

terça-feira, 12 de maio de 2015

Salvação


Ao homem de nenhuma forma adianta,
Ganhar para si o mundo inteiro,
Ter tanto e tanto dinheiro,
Mas,perder a sua alma.

Cristo assim nos advertiu,
Pois que no homem sempre viu,
O desejo obstinado de enriquecer,
Porém,da sua alma esquecer.

Buscar o Reino dos céus em primeiro lugar,
E também a sua justiça,
Faz-nos deixar de sermos egoístas,
E com a nossa alma nos preocupar.

Tornar-se rico não é pecado,
Desde de que não seja do modo errado,
Mas,nunca nos esquecendo,
Que cada dia vamos aos poucos morrendo,
Sendo preciso da alma cuidar,
Para que no inferno não possamos morar.


Denio Reis

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Quando angústia chegar


Quando em angústia te achares,
E em perigo te encontrares,
Clame pelo Senhor e seu auxílio,
E o que era escuridão se tornará em brilho.

Sempre que te vires em aflição,
Abra a porta do seu coração,
Invoque de pronto o nome do Senhor,
E ele enviará o seu Espírito consolador.

Procure o Senhor no dia da sua aflição,
Deixa de lado o seu orgulho meu irmão,
E reconheça de DEUS,a sua soberania,
E viva feliz dia após dia.

DEUS,não tem os seus ouvidos tapados,
Que não possa ouvir o seu clamor,
Por todos nós ele se fez  amor,
E por isso quer estar sempre ao nosso lado.

O livramento dos que andam retamente,
Vem do DEUS,todo poderoso,
Que em todo tempo se mostra desejoso,
Que vivamos felizes e alegremente.

Denio Reis     

sábado, 25 de abril de 2015

Por ti chorarão


Por ti chorarão os lírios,
Nos vales e também nas montanhas,
Hão de chorar entre longilíneos círios,
Em noites tristonhas.

Por ti chorarão às rosas,
Da menos bela a mais formosa,
Quando sobre ti vier á desilusão,
Atingindo em cheio o seu coração.

Por ti chorará quem verdadeiramente te amou,
E que pelo seu nome sempre chamou,
Quanto da sua ausência.

Por ti  chorarão os pássaros com os seus cancioneiros,
Que durante o dia inteiro,
Sempre clamaram pela sua presença.

Denio Reis

sábado, 18 de abril de 2015

Memória do tempo


Ouço um estalido entrecortado,
Da chuva sobre o telhado,
Que me traz lembranças adormecidas,
E que jamais serão esquecidas.

Tempos idos,
Tempos vencidos,
Tempos distantes,
Mas,revividos.

Tempos existidos,
Tempos remexidos,
Na memória do tempo,
Que ficou para trás.


Denio Reis

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Refúgio


Há nas emoções dissimuladas,
Feridas de contorno doloroso,
Que são profundas marcas indesejadas,
De um círculo vicioso.

Junto à lareira que crepita no vazio,
Escapam rútilas fagulhas de secos estalidos,
Onde também se ouvem gemidos,
De irreprimíveis calafrios.

No fugaz alento da lareira,
Nessa aconchegante e nobre trincheira,
Refugiamos com às nossas fragilidades,
Cujas chamas aos poucos vão consumindo,
E no tempo certo vão se extinguindo,
Deixando cinzas de saudades.

Denio Reis

sábado, 11 de abril de 2015

Meu pé de feijão


Por uma Haste fina é sustentado,
Cresce paulatinamente mas,determinado,
Dando suculentas e polpudas vagens,
Num pequeno vazo improvisado.
A semente de feijão que foi plantada,
E num pequeno espaço confinada,
Também se viu coberta
Por uma folhagem verdejante,
Que sempre a protegeu de um sol escaldante,
E por isso foi aos poucos florescesndo,
E rapidamente crescendo,
De forma tão pujante.
É o mistério da vida que surge,
E sempre ressurge,
Quando a vida alí, nem siquer era possível,
Mas,que por um ato milagroso tornou-se visível,
Para que todos pudessem acreditar,
Que DEUS,da terra faz brotar,
Qualquer semente que aos poucos vai se transformando,
No alimento que vai chegando
Para a fome de tantos,matar.

Denio Reis