terça-feira, 7 de junho de 2016

O Bom Pastor



É aquele por Deus vocacionado,
Homem de Deus cujo chamado,
Foi para o rebanho pastorear
E à Cristo almas levar.

Servo de Deus que no dia à dia,
Não cede a tristeza mas com alegria,
Consola os corações angustiados
Daqueles que se sentem amargurados.

Homem dedicado inteiramente ao evangelho,
Pregando à palavra para jovens e velhos,
Revelando à todos o amor de Jesus
E mostrando o caminho que ao céu conduz

Homem de coração generoso,
Homem de comportamento virtuoso,
Companheiro que na batalha cotidiana,
Mostra à razão porque tanto nos ama.

Homem que também tem a incumbência,
De mostrar-nos com veemência,
Os pecados por nós cometidos
E os preceitos de Deus infringidos.

Homem de Deus mas não infalível,
Homem de vida austera mas não inflexível,
Que guarda de Deus o princípio do temor
E a sua essência maior que é o amor.

Servo que procura usar de sabedoria,
Que Deus lhe concedeu um dia,
Como grande legado Espiritual,
Abraçando o bem e condenando o mal.

Servo que pelas ovelhas dá a sua própria vida,
Como diz o próprio Jesus,
Aquele que por todos nós morreu na cruz,
Resgatando para sempre à alma perdida.

Devemos orar pelos nossos pastores,
Reconhecendo neles os eternos valores,
Que Deus em seus corações tem plantado,
Fazendo deles um instrumento abençoado.

Denio Reis





sábado, 16 de abril de 2016

A Ponte Sobre o Rio


A ponte sobre o rio,
Traz-me à mente tantas lembranças,
Mas também à esperança,
De um dia poder voltar.

Reviver a adolescência ali vivida,
Quando num dia de despedida,
Jurei um dia regressar,
Juntamente com às minhas recordações.

Rever quem sabe um dia,
Companheiros que por lá ficaram
E outros que se dispersaram,
Para lugares desconhecidos.

Contemplar de novo o rio carangola,
De tantas tardes quentes e sonolentas,
Das peles queimadas e suarentas,
Pescando na sua margem escorregadia.

Voar ao som de um violão plangente,
Nas saudosas serestas de noites de luar,
Embalando-nos em sonhos efervescentes,
Que teimosamente fazem-nos lembrar.

Olhar a placidez dessas águas espelhadas,
Com às mãos trêmulas de emoção e apoiadas,
Nos Corrimões de décadas silenciosas,
Dos tempos idos e de horas tão saudosas.

Rever à ponte e o rio,
Nunca me será um desafio,
Já que essas saudosas lembranças,
Dão vida às minhas esperanças.


Denio Reis



sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Mensagem de Natal


Comemora-se hoje,o nascimento de JESUS. Ao se abrir o facebook,o que se vê, e nenhum mal há nisso,são mesas e mais mesas com diversificados pratos,que estão à nos convidar para que sentemos
juntos à mesa,para podermos saborear tantas e   irrecusáveis iguarias. Essa comunhão da família,
nessa maior de todas às datas,é algo desejável e necessário. Contudo,é bom e salutar que não nos
esqueçamos,que o aniversariante é JESUS CRISTO. No entanto,faço a seguinte pergunta:JESUS foi convidado assentar-se à mesa e de preferência na cabeceira? Em apocalípse,capítulo 3,versículo 20,o mesmo JESUS, assim nos fala:Eis que estou à porta e bato;se alguém ouvir a minha voz,e abrir a porta,entrarei em sua casa,e com ele cearei,e ele comigo.


Um Feliz e Auspicioso Natal para todos!


Denio Reis

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Mortalha


Envolto em sua infame mortalha,
Jaz o corpo de Mozart,o compositor,
Que deixou saudades e uma grande dor,
Ao partir tão prematuramente.

Ouve-se o réquiem na surdina,
Entre pálpebras túrgidas de choros sufocados,
Sob o aceno de lenços molhados,
No sombrio silêncio que se descortina.

No horror de uma tarde tão funérea,
Perde-se à pura essência da matéria,
De forma tão trágica e precoce,
Que uma cova coletiva tomou posse.

Para essa dor que entre nós persiste,
Tal infortúnio parece que não basta,
Pois que sem piedade arrasta,
para uma lembrança que obstinadamente insiste.

Em 05 de dezembro,comemora-se á data de falecimento
do genial compositor Mozart, morte essa que se deu no ano
de 1791.Esse notório compositor,faleceu prematuramente aos
35 anos,em Viena.Mozart,nasceu na cidade de Salzburg,
Áustria,na data de 27 de janeiro de 1756.Portanto,já se completaram
224 anos da sua morte.Aproveitando essa oportunidade,rendemos à ele,
uma modesta homenagem póstuma,dedicando esse poema,que nos faz
lembrar da sua rápida e trágica passagem por este mundo.

Denio Reis

domingo, 22 de novembro de 2015

Quando a noite vem


A luz do sol não mais invade,
O declinar pachorrento da cativa tarde,
Essa luz que aos poucos vai morrendo,
Atrás das montanhas vai se escondendo.

O céu como um borrão avermelhado,
Cobre às casas e também seus telhados,
Anunciando que à noite está chegando,
Enquanto às aves em seus ninhos vão se ajeitando.

A noite que invade os espaços invade à vida,
Avançando às vezes sem ser percebida,
Em sua investida solitária.

É possível se ouvir ainda que discretamente,
Bois de mugido grave e dolente,
Em meio à escuridão temerária.

Denio Reis

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Beijo Apressado


Deu-se um beijo apressado na acídula boca,
De uma noite taciturna,
Onde fantasma de cabeça oca,
Perambulam por ruas soturnas.

Uma estranha melodia,
Numa noite sonolenta e fria,
Rasga o espaço em breves notas,
Nas orgíacas noites ignotas.

Há contudo menestréis na rua,
Que sob o brilho pálido da lua,
Entoam canções de melancolia.

Mendigos que por má sorte ou incúria,
Tornam-se vítimas da penúria,
Torcem para que à noite se vá e chegue o dia.

Denio Reis.

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Poesia inocente



Poesia inocente

Não é um mero jogo de palavras.
É a alma criança do poeta.
É a alma pura do poeta.
Brilho inocente nos olhos do poeta.
Canção de ninar saída do coração do poeta.
Palavras mágicas como de um conto de fadas.
Beleza imaculada de invioláveis sentimentos.
Canto lírico que faz vibrar às cordas sonoras da alma.
Rio de águas  serenas, límpidas e silenciosas.
Cantar de pássaros nas primeiras horas da manhã, do iniciar de um novo dia.
Poesia inocente: Música divina  escondida na alma.

Esta poesia, foi apresentada no dia 29/10/2015,no sarau gotas poéticas da Editora Assis,com o tema:poesia inocente.
Sinto-me honrado por ter participado desse memorável evento, na condição de um dos poetas da noite.

Denio Reis.