domingo, 27 de agosto de 2017

REFLEXÕES EM VERSOS.



1-Ele desistiu de viver,
   Bebeu à tal formicida,
   Foi de si mesmo homicida,
   Para então desaparecer.

2- O Riacho secou,
    Da lembrança pouco se restou,
    Pois à natureza não perdoa,
    A quem dela caçoa.

3-Você sabe o que é perdoar?
    Se não sabes comece a praticar,
    Faça o que fez JESUS,
    Quando  morreu na cruz.

4- Não há mais crianças brincando na rua
    E ninguém contemplando a lua,
    Pois a violência à todos consome
    E o ódio não sacia a sua fome.

5-Violões chorosos vibram pela madrugada,
    Soluçam fundo e tremem,
    São cordas sofridas que gemem,
    Pelas noites esperadas.

Denio Reis

   
   

sábado, 22 de julho de 2017

Emoção Positiva


Quando a emoção positiva existe,
O coração se levanta
E se ela persiste,
Ele  se encanta.

Quando os lábios estão sorrindo,
É sinal que você está resistindo,
Ainda que a luta seja desigual
E se tenha pela frente tanto mal.

Quando tudo parece conspirar,
O melhor é não se desesperar,
Pois o mal que se faz presente,
Logo vai embora e se torna ausente.

Enquanto o seu coração estiver batendo forte,
Bem distante dele estará à morte,
Pois que ainda vale a pena viver
E esperar por um novo alvorecer.


Denio Reis




sábado, 8 de julho de 2017

Todas


Loiras,brancas,ruivas,negras,morenas,
Variadas formas,emblemas,
Incensários de essência pura,
Exalando aroma nas alturas.

Dádivas inefáveis,etéreas,
Misteriosas,insondáveis, aéreas,
Passeando entre astros de lactescente brancura,
Num genuíno ato de eterna ventura.

Que essa essência fecunde todos os corações
E que seja repositório de tantas emoções,
Mesmo em corações dispersos.

Tal cortejo quando sobe às alturas,
Não se prende à nenhuma clausura,
Como são livres também estes versos.

Denio Reis

domingo, 2 de julho de 2017

O Bramido


O bramido de águas espumantes,
O arrebentar de ondas convulsionadas,
Em noites escuras e abandonadas
E densamente nevoentas.

Rajadas de ventos arrogantes,
Crespam às ondas em rodopio,
Vergam corpos em arrepio,
Entre ruídos inquietantes.

Choram corpos desprezados
Na escuridão  de ondas em rebeldia,
Onde rolam ardentes lágrimas de agonia,
De tantos prantos já chorados.

Areia que sob os pés foge timidamente,
Gélida como lousa funeral,
Deixa marcas que após o temporal
Apagam-se tão bisonhamente.


Denio Reis



sábado, 24 de junho de 2017

Já não Vejo Com Clareza


Já não vejo com clareza,
As marcas de meus passos,
Nem tão pouco os abraços,
Que se perderam com certeza.

Não vejo mais tanta alegria,
Como antigamente se via,
Hoje, à tristeza é tão somente,
O infortúnio que se faz presente.

Passo à passo vou seguindo,
Enquanto insisto em continuar sorrindo,
Atrás da esperança que ainda resta.

Embora à vida tenha as suas contradições,
Fragilizando por vezes às nossas emoções,
Celebremos à vida como sendo o melhor da festa.

Denio Reis


sábado, 10 de junho de 2017

Pelas Noites Perfumadas


Quando pelas noites perfumadas,
Saio com a saudade de mãos dadas,
Percebo que mesmo na tranquilidade,
Inquieto-me diante da realidade.

De dia vejo as flores se tocando,
Ao roçar da brisa que vai passando,
Enquanto na noite ouço vozes de lamento,
Em meio à recalcitrantes sofrimentos.

A noite é irmã gêmea da nostalgia,
Mas vai embora quando chega o dia,
Mesmo no descompasso da espera.

Se o dia é loiro à noite é morena,
Entre o colorido vivo das verbenas,
Ao enfeitarem os nossos sonhos e quimeras.


Denio Reis

sábado, 3 de junho de 2017

Andando pelas ruas


Andando pelas ruas,
Vi rostos tristes,
Reflexo da realidade talvez.
Vi também olhares desconfiados,
Caminhar descompassado,
Subindo e descendo ladeiras,
Com expressões apagadas mas verdadeiras,
De quem já se sente tão cansado.
Vi gente desiludida,
Querendo até desistir da vida,
Pelas lutas desiguais,
Que cada vez mais,
Envolvem-nos numa trama medonha,
Que de surpresa muitas vezes nos apanha,
Engolfando-nos estranhamente,
Como se à gente
Nem se quer existisse.

Denio Reis