domingo, 1 de setembro de 2019

Angústia


A angústia é como um dardo certeiro,
Dirigido diretamente à alma,
Atinge ela por inteiro,
Mesmo em momentos de aparente calma.

Perturba o nosso modo de agir,
Bem como o de pensar,
Não deixa o bom humor fluir,
Na realidade o que faz é transtornar.

Tira-nos o ânimo e a disposição,
Leva-nos para lugares desconhecidos,
É um pré-requisito para depressão,
Quando estamos desassistidos.

Angústia é doença dos sentimentos,
Não escolhe cara e nem e status social,
Começa pelos pensamentos,
Fazendo na alma o seu estrago final.

Quando te encontrares angustiado,
Abra um sorriso para a vida,
Não permita que essa alma tão ressentida,
Deixe todo corpo amofinado.

Denio Reis

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Na memória do tempo



Natividade do desfile de sete de setembro,
Em memória do saudoso ginásio Natividade,
Momentos de uma inesquecível festividade,
Que eu sempre me lembro.

Garbosos estudantes em uniformes alvadios,
Em sinergia com a banda marcial,
Cornetas num toque triunfal,
De causar arrepios.

Com passos firmes e alinhados,
Fronte ereta e olhares atentos,
Estudantes e instrumentos,
Desfilavam sob olhares compenetrados.

Tênis de alvura imaculada,
Batiam firmes no calçamento polido,
Nitidamente ouvia-se o ruído,
Dessa saudosa parada.

Esse filme continua passando em nossa mente,
Uma Marca indelével em nossa existência,
Natividade com a sua permanência,
Mexe com a memória da gente.

Denio Reis

sábado, 24 de agosto de 2019

A saudade nunca faltou


Vim ao mundo entre montanhas,
Subi e desci acidentados montes,
Vi de perto alvissareiros horizontes,
De possibilidades tamanhas.

Corri por estradas poeirentas,
Por ruas lamacentas,
Que pareciam não ter fim,
Deixando profundas marcas em mim.

Estradas asfaltadas pontuaram um novo cenário,
Mas que em nosso imaginário,
As lembranças nunca faltaram,
Em quem com saudades sempre recordou.

Mas o asfalto chegou
E a paisagem de pronto mudou,
Das estradas antigas pouco restou,
Junto com a saudade que nunca faltou.

Ourânia,Querendo e Natividade,
Quem não sente saudade,
È porque já morreu,
Ou tamanha experiencia ainda não viveu.

Denio Reis

Fazenda Macuco


O carro de bois fiel expressão,
Retrato de tempos idos,
De tantos embates vencidos,
Com fé no coração.

Fazenda onde o café foi ouro,
Secado ao sol livremente,
Fato esse imorredouro,
Que nunca saiu da mente.

É salutar pensar e reviver,
Ainda que passadas tantas primaveras,
De muitas e inesquecíveis eras,
Que sempre nos fazem renascer.

Maravilhoso é voltar a esse tempo passado,
Que no pensamento está sempre guardado,
Da fazenda Macuco perenizada
E carinhosamente lembrada.

A sede inabalavelmente incrustada,
Entre montanhas altaneiras,
Que sempre foram companheiras,
De tantas jornadas.

Despedimos da vida,
Mas Macuco permanece,
Parece que jamais envelhece,
Pois nunca deixou de dar guarida.

Denio Reis

Natividade



Rota da felicidade,
Cidade acolhedora,
Sorriso aberto,
Destino Certo,
Vocação de educadora.
Plantada entre montanhas,
Florescestes em um vale fecundado,
Por um povo abnegado
E de esperança tamanha,
Que não se pode mensurar.
Nem o tempo consegue apagar as suas lembranças,
Sete de setembro o seu exemplo primeiro,
Não tão menos verdadeiro,
Sempre aconchegando os seus filhos ausentes,
Mas que nunca deixaram de estar presentes,
Nessa data imorredoura.
Natividade é a mãe que abriga,
Em seu colo maternal,
No seu dia à dia vivencial,
Como Verdadeira amiga.


Denio Reis


domingo, 12 de maio de 2019

Voltar


A  origem é o nosso ponto de partida,
Alimentando a expectativa de um dia voltar,
Na vida há sempre o momento da despedida,
Mas na esperança de um dia retornar.

Quando o coração anseia pelo desejo de voltar,
É porque as lembranças revolveram coisas do passado,
Algo que na verdade não estava enterrado
E agora vive a aurora do seu despertar.

Não voltar as origens,
É morrer aos poucos a cada instante,
É querer manter o passado mais distante,
Sem dele ao menos se lembrar.

Reencontrar com as origens,
É trazer o passado para o presente,
Não se sentindo ausente,
Do lugar onde tudo começou.

Rever pessoas queridas,
Cuja lembrança o tempo não apagou,
Mas ao contrário, só despertou,
O desejo de vê-las em vida.

O tempo pode ser o nosso aliado,
Ao retornar onde tudo começou,
Com os sonhos que cada um sonhou,
Mesmo estando acordado.

Jamais devemos cantar a canção do exilado,
Enquanto a origem do nosso passado,
Permanecer viva na lembrança,
Dos nossos bons tempos de criança.

Denio Reis

sábado, 8 de setembro de 2018

Tantos sonhos


Alguns sonhos perdidos,
Mesmo dos que não foram sonhados,
Em vão alguns foram buscados
E outros muito bem sucedidos.

Outros tantos desistidos,
Tantos outros malogrados,
Outros no entanto bem vividos
E tantos outros alcançados.

Sonhos que pela vida se perderam,
De tantos quantos aqui viveram,
Mas que nunca desistiram.

Tantos sonhos que se realizaram,
Daqueles que sempre acreditaram,
Até naquilo que não viram.

Denio Reis