quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

A Vela



Uma vela lívida e oscilante,
Mortiça e delirante
Tremeluz ao vento.

A sua chama vacilante,
Pálida e atemorizada,
Cria funéreos fantasmas errantes
Quando fustigada.

A luz que arde em seu pavio
È um costante desafio,
A suave força da brisa,
Que por cima dela desliza.

Assim,a luz da vela vai se consumindo,
Resina e aroma se fundindo
Num ritual que incansavelmente se repete,
Equanto a vela aos poucos se derrete.

A vida é assim como a vela
Cujas chamas vai aos poucos se apagando,
E tão depressa definhando
No frágil sopro qua ainda resta nela.

 Autor:  Denio Reis 

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