terça-feira, 28 de março de 2017
Pedra do pão de açúcar
Montanha rochosa,
Que na sua aristocrática elegância,
Ergue-te poderosa,
Podendo ser vista mesmo à distância.
Cercada que és por outras montanhas
E pelo esplendor que sempre te acompanha,
Interages com o verde que te cobre,
Tornando-te mais bela e nobre.
A Criação foi -lhe generosa,
Considerando que és grande e majestosa,
Impassível e guardiã atenta,
Da própria natureza que te alimenta.
O céu é o seu limite protetor,
Refletindo a luz do seu fulgor,
Ao cobrir-lhe a cúpula insinuante,
Que parece tão perto e ao mesmo tempo tão distante.
Tu és uma pedra que se tornou pão,
Pão de pedra e açúcar que ao tempo resistiu,
Quem pôde vê-la ,mas ainda não viu,
Jamais experimentou tamanha emoção.
Parece que tocas o céu,
Que desce á ti como um véu,
Com seu manto suave e leve,
Numa visão extemporânea e breve.
Ourânia é privilegiada
E por ser também amada,
Exibe esse espetáculo da natureza,
Com requinte e igual beleza.
Denio Reis
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