terça-feira, 21 de abril de 2026

 

Tiradentes

Mil vidas eu tivesse,
Mil vidas eu daria,
Assim Tiradentes dizia,
Antes da sua morte que jamais se esquece.

Para libertar a pátria  cativa,
Tiradentes não hesitou,
Até o fim lutou,
Pra manter a história viva.

O seu ideal libertário,
Sempre o motivou,
Em momento algum recuou,
Pois a liberdade era o seu fadário,

Toda culpa sobre ele recaiu,
Mas assumida conscientemente,
Nunca temeu aquela morte inclemente,
Pois toda culpa assumiu.

A injustiça é um fardo que às vezes carregamos,
Sob o capricho de mentes doentías,
Quando menos se espera num certo dia,
Com ela nos deparamos.

Perdoou o carrasco que o inforcou,
Contudo, toda corte Portuguesa desafiou,
Mesmo diante da terrível morte,
Manteve-se inabalável e forte.

Lembremo-nos dessa figura apoteótica,
Inesquecível Herói brasileiro,
Que lutando pela liberdade foi verdadeiro,
Deixando-nos uma herança histórica.


Denio Reis
 



sexta-feira, 3 de abril de 2026

 

Um presente de Deus

Ele suou gotas de sangue em profusão,
No jardim chamado das oliveiras,
A sua agonia era tão verdadeira ,
Que tornou-se em tamanha comoção.

Entrou em sofrimento antecipado,
Reconhecida que era a sua humanidade,
Mas nele residia toda verdade,
Naturalmente.

O pai lhe confiara aquela dolorosa missão,
Pois bem conhecia o seu senso de obediência,
Em momento algum Jesus fez qualquer exigência 
E muito menos qualquer objeção.

A cruz que era maldição,
Tornou-se à benção da redenção,
Da qual somos os mais beneficiados,
Quando entendemos o seu real significado.

Jesus venceu a morte pela ressurreição,
Quando no terceiro dia do sepulcro saiu,
Esse sepulcro vazio quem acreditou viu,
Que não era nenhuma imaginação.

Há  dois mil anos tudo isso aconteceu,
Que ainda se encontra vivo em nossa memória, 
Isso não é conto de fadas mas, verdadeira história,
Sobre esse presente que Deus nos deu.


Denio Reis 










terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

 

ANJOS DE VESTES IMACULADAS


Altas madrugadas,
Corredores vazios,
Extremamente frios,
Invadindo a alma recolhida,
Que às vezes esquecida,
Grita por socorro.

O ruído seco do instrumental,
Anuncia de maneira formal,
Que é a noite das suturas
E também  das rupturas,
Naquele hospital.

Macas passando ligeiras,
Por corredores espremidos,
Sob olhares compungidos,
De devotadas emfermeiras.

Há gemidos espargidos no ar,
choros descontrolados,
Há gritos inconformados,
Mas há também quem possa consolar.

Lugar em que a dor teimosamente insiste,
Num corpo debilitado que obstinadamente resiste,
Ajudado por anjos de vestes imaculadas,
Que na beira dos leitos de pessoas desesperadas,
Oferece-lhes o alento de que tanto necessitam.


Denio Reis.
 


sábado, 7 de fevereiro de 2026

 

Tudo Consumado


Foi no gólgota também chamado caveira,
A cruz do meio o testemunho,
Cravos Rasgando os pés e os punhos,
Numa sinistra sexta-feira.


Asfixia aos poucos consumindo,
O pouco ar que lhe restava,
Seu sofrimento só aumentava,
Enquanto bravamente ia resistindo.


Gente zombando e outros apiedados,
Alguns balançando à cabeça indiferentes,
Outros curiosos tão somente,
Ironicamente passando de lado.


No madeiro rude a solução,
Do pecado que sobre a humanidade recaiu,
Veio o mártir que ao pecador substituiu,
Num ato de suprema redenção.

Às três horas daquele inesquecível dia,
Ouviu-se o brado de vitória esperado,
Não era um brado de tristeza mas de alegria,
Pois estava tudo consumado .

Denio Reis   






sábado, 31 de janeiro de 2026

 

BOTIJA DE AZEITE


Somos como a botija do Senhor,
Onde o Espirito Santo faz morada,
Numa medida completa e recalcada,
Sendo ao mesmo tempo o nosso consolador.


A viúva estava pobre e endividada,
Já não sabia mais o que fazer,
Apelou para o profeta mas sem se esquecer ,
Que estava em Deus, a solução esperada.


Eliseu entendeu a sua reinvindicação,
Ao seu clamor não ficou indiferente,
Mas, queria que ela simplesmente,
Abrisse o seu coração.


Ela humilhou-se perante Elizeu,
Profeta de Deus de vida consagrada,
Que pediu à Elias do seu  espirito, porção dobrada,
Ao que ele de pronto concedeu.


O azeite da botija foi multiplicado, 
O milagre simplesmente aconteceu,
Já que às ordens do profeta a viúva obedeceu,
E o socorro não lhe foi negado.


Denio  Reis


quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

 

O CÉU ESTRELADO ERA O SEU TETO.

O céu estrelado era o seu teto ,
Mas em noites escuras ele chorava,
Em meio a tal ausência ele implorava,
Pois, desejava de volta o céu aberto. 

A relva macia era o seu leito, 
A solidão da noite regava-lhe o pranto,
As noites geladas um verdadeiro espanto,
Era a vida faltando-lhe com respeito.

Os trapos que lhe cobriam o corpo ressequido,
Eram como mortalhas decadentes,
Fazendo do pobre indigente,
Um ser abjeto e esquecido.

Ali o rosto sinistro da impiedade,
 Abria o seu detestável sorriso cinzento,
Como se necessário fosse tanto sofrimento 
E cada vez mais dura a realidade.


Denio Reis

Poema selecionado para compor a coletânea da Editora Vivara,do concurso " Poetize 2026 " . 

domingo, 28 de março de 2021

O Látego da redenção


Cada gota caída,

De sangue carmesim,

Era uma alma saída,

De um inferno sem fim.

 

Gotas que clamavam ao céu,

Tingindo de vermelho ao chão,

Eram as  gotas da redenção,

Cumprindo assim o seu papel.

 

Enquanto o látego à carne dilacerava,

O silêncio respondia,

Mesmo em meio a tanta agonia,

Ele não reclamava.

 

A cruz que era  símbolo de maldição,

Tornou-se um hino de vitória,

Trouxe para cruz um brado que permanece na História,

E com ela a salvação.

 

O grito calado no peito,

Foi um grito de libertação,

Transformando aquele momento de tristeza,

Numa grande celebração.

 

 

Denio Reis

 




domingo, 6 de setembro de 2020

Maria Leopoldina

Inesquecível imperatriz regente,

Assinou com mão forte,

A declaração que deu suporte,

Para um país independente.

 

Foi decisiva ao assinar o decreto,

Pois D.Pedro estava ausente,

Mas a imperatriz regente,

Fez o que era certo.

 

Corajosa e determinada,

Persuadiu ao marido Imperador,

Dar o grito sem nenhum temor,

Independência ou morte!

 

Devemos o 7 de setembro  à essa mulher,

Para muitos ainda desconhecida,

Mas foi verdadeiramente destemida.

Sem hesitar um minuto sequer.

 

Que o 7 de setembro tão festejado,

Não seja uma mera comemoração,

Porém, uma majestosa celebração,

Para quem deixou-nos esse legado.

 

Maria Leopoldina a Imperatriz,

Também chamada mãe do Brasil,

Que numa visão realista sempre viu,

Que ser independente o povo sempre quis.

 

Denio Reis

domingo, 19 de julho de 2020

Sempre será melhor


O que passou,passou,
O que era para ficar ficou,
Mesmo numa memória  adormecida,
Pois assim é a vida.

Viver é por certo,
Uma batalha permanente,
Mas faz com que a gente,
Cresça,mesmo em pleno deserto.

Olhar para frente é um imperativo,
Os nossos sonhos estão onde a vista alcança,
Se a vida é vivida com esperança,
Ela se torna o nosso distintivo.

O dia seguinte não precisa ser pior,
Se olharmos com uma visão transparente,
Deixando em nós uma certeza permanente,
Que o que está para vir sempre será melhor.


Denio Reis

domingo, 5 de julho de 2020

O orgulho precede a queda.



Chamava-se Nabucodonosor,
Seu reino era imenso,
De igual modo tão intenso,
Que não cabia em si mesmo tanto esplendor.

Julgava -se o senhor do mundo,
Não admitia outro igual,
O orgulho que gerava tanto mal,
Levou-o também para o fundo.

Vivia cercado de luxo e luxúria,
Não se preocupava com a sua reputação,
Era o senhor do reino da ostentação
E da canalhada espúria.

Não temia à ninguém e muito menos o Deus da criação,
Cercado de bajuladores vivia suntuosamente,
Esqueceu-se que o mesmo Deus que é paciente,
Também  pesa a sua mão.

Por não reconhecer que o poder de Deus era maior do que o seu,
Foi tirado dentre os homens repentinamente
E ao se tornar uma pessoa demente,
Foi comer erva com os bois enquanto assim permaneceu.

Babilônia nunca será esquecida,
Mas de forma alguma reconstruída,
Pois desafiou o Deus todo poderoso,
Que está vestido de toda glória em seu trono majestoso.

OBS: O título do poema,foi extraído do livro de provérbios,capítulo 16,versículo 18.


Denio Reis



quinta-feira, 25 de junho de 2020

Partida


O coche que te conduziu todo enfeitado,
De flamívomos ardentes e perfumados,
Seguiu por costumeiros e imorredouros caminhos,
Entre flores e também espinhos.

Esse cortejo ornamental,
Que tinha algo de sideral,
Incontidamente avançou,
Para o lugar em que tudo terminou.

O silêncio agora era interminável,
Maior do que todos os silêncios existentes,
Tal silêncio por se tornar tão evidente,
Tornou-se também abominável.

Os soluços não puderam ser contidos,
Até de longe eram ouvidos,
Insinuando-se entre a estarrecida multidão,
Diante de tamanha comoção.

A imperatriz partiu com os seus ideais,
Mas o coração com o povo permaneceu,
Ela na verdade não morreu,
Pois a sua falta é sentida cada vez mais.

Denio Reis

terça-feira, 16 de junho de 2020

Perfumes da noite



Na noite há sempre um clamor,
De vozes que nunca se calam,
Talvez seja essa a grande dor,
Que os perfumes da noite exalam.

Mágoas suspiradas,suspiradas mágoas,
Como o ruído turvo das águas,
Que mesmo assim correm velozes,
Atrás de veladas e sussurradas vozes.

No espaço palpitando,
Ouvem-se nebulosos sons de ciúmes,
Deixando vazar doloridos queixumes,
Mas que aos poucos vão se resignando.

Já no brilho de estrelas pulsantes,
Tão fluorescentes quanto brilhantes,
Há um silêncio sideral de comunhão,
Onde é proibido se falar de solidão.

Denio Reis
OBS: Poema premiado  em primeiro lugar no concurso Literário Prêmio Poesia agora-Outono 2020,
da Editora Trevo,SP.

domingo, 7 de junho de 2020

Assassino silencioso.



A mágoa é um assassino silencioso,
Pois mata sorrateiramente,
É mais deletéria para quem à sente,
Já que é fruto de um coração desgostoso,

Irrompe com maior intensidade,
Quando alimentada por tantos ressentimentos,
Não dá sossego um só momento,
Esse inimigo sutil da nossa realidade.

Destrói os mais nobres sentimentos,
Sempre crescendo quando alimentada,
Vê  o mundo com uma visão equivocada,
Nascida dos pensamentos.

A Mágoa  pode se esconder,
No mais profundo do coração,
É aí que você vai perceber,
O seu potencial de destruição.

Não se permitir que raiz de amargura,
Invada o coração,
É também saber que ela não dura,
Aonde existe o perdão.

Denio Reis

quinta-feira, 4 de junho de 2020

Suspirando


O vento passou por mim suspirando,
Que mais parecia um lamento,
Passou tão rápido como que voando,
Nas asas do pensamento.

Não sei se era um suspiro magoado,
Ou mesmo quem sabe de euforia,
Só sei que naquele dia,
O vento estava apressado.

Quem sabe foi tocar o rosto de alguma donzela,
Que na sua paciente espera,
Com tal vento se alegrou.

Foi varrer quem sabe o que de pior existia,
Para quem sabe um dia,
Conservar o que de melhor restou.

Denio Reis

domingo, 10 de maio de 2020

Derrota não se aceita


Derrota não se aceita,
Somente se admite,
Se ela vem e insiste,
Prontamente se rejeita.

Derrota não se acalenta,
Muito menos se festeja,
Mesmo que por perto ela esteja
E sutilmente se apresenta.

Derrota não se corteja,
Muito menos se deseja,
Com ela não há cumplicidade,
Que possa trazer felicidade.

Porém derrota é uma alerta,
Que às vezes se faz necessária,
Mesmo sendo refratária,
A consciência nos desperta.


Denio Reis



segunda-feira, 20 de abril de 2020

Tiradentes


Herói destemido,
Homem de ideal elevado,
Por alguns incompreendido,
Mas por muitos admirado.

Não temeu a própria morte,
Deu a sua vida pela independência,
Mesmo sabendo das consequências,
Não recuou pois era forte.

Celebremos a sua ousadia 
E o seu amor pelo Brasil,
Que era tanto pois jamais desistiu,
De lutar com valentia.

Brasil pátria amada por Tiradentes,
Entre as montanhas de Minas ainda ecoa,
O seu grito que ainda ressoa,
Como um brado dissidente.

Lembremo-nos sempre desse guerreiro,
Que não se deixou intimidar,
Sempre leal e verdadeiro,
Na sua maneira de lutar.

Denio Reis

sábado, 11 de abril de 2020

Relógio da vida


A finitude é o relógio  da vida,
Marca o tempo da nossa existência,
Determina o tempo da nossa permanência,
Antes da nossa partida.

A vida é como um sopro temporal,
Semelhante ao vento que de repente passa,
As vezes deixa um gosto amargo na taça,
Quando nela só se possa sorver o mal.

Os que ficam ainda temporariamente,
Viverão da recordação insistente,
Que rondando sempre estará por perto.

Devemos contar o tempo pela experiência,
Contando dia após  dia com a nossa vivência,
Mas sem nenhuma pressa por certo.

Denio Reis

domingo, 5 de abril de 2020

Mar Revolto


Mar revolto,
Barco à deriva,
Leme solto.

Nuvens carregadas,
Prestes o temporal,
Luta desigual.

O mar se agiganta,
A onda se levanta,
Parece ser o final.

As estrelas se fizeram ausentes,
Enquanto estiveram presentes,
O céu não se recolheu.

O barco continua nas ondas batendo,
Mas aos poucos prevalecendo,
Com a esperança que jamais esmoreceu.

Denio Reis

domingo, 29 de março de 2020

Ele não é invencível.


O anjo da morte passou,
Mas onde existia o sangue de Cristo,
Ele recuou.

Esse sangue continua nos dando cobertura,
Pois certamente nos assegura,
Que estamos debaixo da sua proteção.

O coronavírus nunca foi e jamais será invencível,
Derrotá-lo é perfeitamente possível,
Basta que haja fé no coração.

Deixemos de lado a boataria,
Que dia após dia,
Só nos traz confusão.

Tape os ouvidos para os arautos do pessimismo,
Que até com um certo cinismo,
Fazem da vida um turbilhão.

Denio Reis

quinta-feira, 26 de março de 2020

Comoção


Nesse momento de comoção,
Simbolicamente devemos nos dar às mãos,
Não disseminar notícias  alarmistas
E nem tão pouco pessimistas.

Ouvir mais as autoridades entendidas,
Sobre essa tragédia do momento,
O coronavírus que está trazendo tanto sofrimento,
Irá passar como tudo na vida.

Continuar com os cuidados preventivos,
Nunca é exagero insistir,
Sempre é melhor prevenir,
Do que remediar.

Com fé em Deus o todo poderoso,
Venceremos essa pandemia,
Para nunca esquecer que um dia,
Também  venceu quem foi corajoso.

Denio Reis