terça-feira, 21 de abril de 2026
sexta-feira, 3 de abril de 2026
Um presente de Deus
No jardim chamado das oliveiras,
A sua agonia era tão verdadeira ,
Que tornou-se em tamanha comoção.
Entrou em sofrimento antecipado,
Reconhecida que era a sua humanidade,
Mas nele residia toda verdade,
Naturalmente.
O pai lhe confiara aquela dolorosa missão,
Pois bem conhecia o seu senso de obediência,
Em momento algum Jesus fez qualquer exigência
E muito menos qualquer objeção.
A cruz que era maldição,
Tornou-se à benção da redenção,
Da qual somos os mais beneficiados,
Quando entendemos o seu real significado.
Jesus venceu a morte pela ressurreição,
Quando no terceiro dia do sepulcro saiu,
Esse sepulcro vazio quem acreditou viu,
Que não era nenhuma imaginação.
Há dois mil anos tudo isso aconteceu,
Que ainda se encontra vivo em nossa memória,
Isso não é conto de fadas mas, verdadeira história,
Sobre esse presente que Deus nos deu.
Denio Reis
terça-feira, 17 de fevereiro de 2026
ANJOS DE VESTES IMACULADAS
Corredores vazios,
Extremamente frios,
Invadindo a alma recolhida,
Que às vezes esquecida,
Grita por socorro.
sábado, 7 de fevereiro de 2026
Tudo Consumado
Foi no gólgota também chamado caveira,
A cruz do meio o testemunho,
Cravos Rasgando os pés e os punhos,
Numa sinistra sexta-feira.
Asfixia aos poucos consumindo,
O pouco ar que lhe restava,
Seu sofrimento só aumentava,
Enquanto bravamente ia resistindo.
Gente zombando e outros apiedados,
Alguns balançando à cabeça indiferentes,
Outros curiosos tão somente,
Ironicamente passando de lado.
Do pecado que sobre a humanidade recaiu,
Veio o mártir que ao pecador substituiu,
sábado, 31 de janeiro de 2026
BOTIJA DE AZEITE
Onde o Espirito Santo faz morada,
Numa medida completa e recalcada,
Sendo ao mesmo tempo o nosso consolador.
Já não sabia mais o que fazer,
Apelou para o profeta mas sem se esquecer ,
Que estava em Deus, a solução esperada.
Ao seu clamor não ficou indiferente,
Mas, queria que ela simplesmente,
Abrisse o seu coração.
Profeta de Deus de vida consagrada,
Que pediu à Elias do seu espirito, porção dobrada,
Ao que ele de pronto concedeu.
O milagre simplesmente aconteceu,
Já que às ordens do profeta a viúva obedeceu,
E o socorro não lhe foi negado.
Denio Reis
quinta-feira, 25 de dezembro de 2025
O CÉU ESTRELADO ERA O SEU TETO.
Mas em noites escuras ele chorava,
Em meio a tal ausência ele implorava,
Pois, desejava de volta o céu aberto.
A solidão da noite regava-lhe o pranto,
As noites geladas um verdadeiro espanto,
Era a vida faltando-lhe com respeito.
domingo, 28 de março de 2021
O Látego da redenção
Cada gota caída,
De sangue carmesim,
Era uma alma saída,
De um inferno sem fim.
Gotas que clamavam ao céu,
Tingindo de vermelho ao chão,
Eram as gotas da redenção,
Cumprindo assim o seu papel.
Enquanto o látego à carne dilacerava,
O silêncio respondia,
Mesmo em meio a tanta agonia,
Ele não reclamava.
A cruz que era símbolo de
maldição,
Tornou-se um hino de vitória,
Trouxe para cruz um brado que permanece na História,
E com ela a salvação.
O grito calado no peito,
Foi um grito de libertação,
Transformando aquele momento de tristeza,
Numa grande celebração.
Denio Reis
domingo, 6 de setembro de 2020
Maria Leopoldina
Inesquecível imperatriz regente,
Assinou
com mão forte,
A
declaração que deu suporte,
Para um
país independente.
Foi
decisiva ao assinar o decreto,
Pois
D.Pedro estava ausente,
Mas a
imperatriz regente,
Fez o que
era certo.
Corajosa e
determinada,
Persuadiu
ao marido Imperador,
Dar o
grito sem nenhum temor,
Independência
ou morte!
Devemos o
7 de setembro à essa mulher,
Para
muitos ainda desconhecida,
Mas foi
verdadeiramente destemida.
Sem
hesitar um minuto sequer.
Que o 7 de
setembro tão festejado,
Não seja
uma mera comemoração,
Porém, uma
majestosa celebração,
Para quem deixou-nos
esse legado.
Maria
Leopoldina a Imperatriz,
Também
chamada mãe do Brasil,
Que numa
visão realista sempre viu,
Que ser independente
o povo sempre quis.
Denio Reis
domingo, 19 de julho de 2020
Sempre será melhor
O que passou,passou,
O que era para ficar ficou,
Mesmo numa memória adormecida,
Pois assim é a vida.
Viver é por certo,
Uma batalha permanente,
Mas faz com que a gente,
Cresça,mesmo em pleno deserto.
Olhar para frente é um imperativo,
Os nossos sonhos estão onde a vista alcança,
Se a vida é vivida com esperança,
Ela se torna o nosso distintivo.
O dia seguinte não precisa ser pior,
Se olharmos com uma visão transparente,
Deixando em nós uma certeza permanente,
Que o que está para vir sempre será melhor.
Denio Reis
domingo, 5 de julho de 2020
O orgulho precede a queda.
Chamava-se Nabucodonosor,
Seu reino era imenso,
De igual modo tão intenso,
Que não cabia em si mesmo tanto esplendor.
Julgava -se o senhor do mundo,
Não admitia outro igual,
O orgulho que gerava tanto mal,
Levou-o também para o fundo.
Vivia cercado de luxo e luxúria,
Não se preocupava com a sua reputação,
Era o senhor do reino da ostentação
E da canalhada espúria.
Não temia à ninguém e muito menos o Deus da criação,
Cercado de bajuladores vivia suntuosamente,
Esqueceu-se que o mesmo Deus que é paciente,
Também pesa a sua mão.
Por não reconhecer que o poder de Deus era maior do que o seu,
Foi tirado dentre os homens repentinamente
E ao se tornar uma pessoa demente,
Foi comer erva com os bois enquanto assim permaneceu.
Babilônia nunca será esquecida,
Mas de forma alguma reconstruída,
Pois desafiou o Deus todo poderoso,
Que está vestido de toda glória em seu trono majestoso.
OBS: O título do poema,foi extraído do livro de provérbios,capítulo 16,versículo 18.
Denio Reis
quinta-feira, 25 de junho de 2020
Partida
O coche que te conduziu todo enfeitado,
De flamívomos ardentes e perfumados,
Seguiu por costumeiros e imorredouros caminhos,
Entre flores e também espinhos.
Esse cortejo ornamental,
Que tinha algo de sideral,
Incontidamente avançou,
Para o lugar em que tudo terminou.
O silêncio agora era interminável,
Maior do que todos os silêncios existentes,
Tal silêncio por se tornar tão evidente,
Tornou-se também abominável.
Os soluços não puderam ser contidos,
Até de longe eram ouvidos,
Insinuando-se entre a estarrecida multidão,
Diante de tamanha comoção.
A imperatriz partiu com os seus ideais,
Mas o coração com o povo permaneceu,
Ela na verdade não morreu,
Pois a sua falta é sentida cada vez mais.
Denio Reis
terça-feira, 16 de junho de 2020
Perfumes da noite
Na noite há sempre um clamor,
De vozes que nunca se calam,
Talvez seja essa a grande dor,
Que os perfumes da noite exalam.
Mágoas suspiradas,suspiradas mágoas,
Como o ruído turvo das águas,
Que mesmo assim correm velozes,
Atrás de veladas e sussurradas vozes.
No espaço palpitando,
Ouvem-se nebulosos sons de ciúmes,
Deixando vazar doloridos queixumes,
Mas que aos poucos vão se resignando.
Já no brilho de estrelas pulsantes,
Tão fluorescentes quanto brilhantes,
Há um silêncio sideral de comunhão,
Onde é proibido se falar de solidão.
Denio Reis
OBS: Poema premiado em primeiro lugar no concurso Literário Prêmio Poesia agora-Outono 2020,
da Editora Trevo,SP.
domingo, 7 de junho de 2020
Assassino silencioso.
A mágoa é um assassino silencioso,
Pois mata sorrateiramente,
É mais deletéria para quem à sente,
Já que é fruto de um coração desgostoso,
Irrompe com maior intensidade,
Quando alimentada por tantos ressentimentos,
Não dá sossego um só momento,
Esse inimigo sutil da nossa realidade.
Destrói os mais nobres sentimentos,
Sempre crescendo quando alimentada,
Vê o mundo com uma visão equivocada,
Nascida dos pensamentos.
A Mágoa pode se esconder,
No mais profundo do coração,
É aí que você vai perceber,
O seu potencial de destruição.
Não se permitir que raiz de amargura,
Invada o coração,
É também saber que ela não dura,
Aonde existe o perdão.
Denio Reis
quinta-feira, 4 de junho de 2020
Suspirando
O vento passou por mim suspirando,
Que mais parecia um lamento,
Passou tão rápido como que voando,
Nas asas do pensamento.
Não sei se era um suspiro magoado,
Ou mesmo quem sabe de euforia,
Só sei que naquele dia,
O vento estava apressado.
Quem sabe foi tocar o rosto de alguma donzela,
Que na sua paciente espera,
Com tal vento se alegrou.
Foi varrer quem sabe o que de pior existia,
Para quem sabe um dia,
Conservar o que de melhor restou.
Denio Reis
domingo, 10 de maio de 2020
Derrota não se aceita
Derrota não se aceita,
Somente se admite,
Se ela vem e insiste,
Prontamente se rejeita.
Derrota não se acalenta,
Muito menos se festeja,
Mesmo que por perto ela esteja
E sutilmente se apresenta.
Derrota não se corteja,
Muito menos se deseja,
Com ela não há cumplicidade,
Que possa trazer felicidade.
Porém derrota é uma alerta,
Que às vezes se faz necessária,
Mesmo sendo refratária,
A consciência nos desperta.
Denio Reis
segunda-feira, 20 de abril de 2020
Tiradentes
Herói destemido,
Homem de ideal elevado,
Por alguns incompreendido,
Mas por muitos admirado.
Não temeu a própria morte,
Deu a sua vida pela independência,
Mesmo sabendo das consequências,
Não recuou pois era forte.
Celebremos a sua ousadia
E o seu amor pelo Brasil,
Que era tanto pois jamais desistiu,
De lutar com valentia.
Brasil pátria amada por Tiradentes,
Entre as montanhas de Minas ainda ecoa,
O seu grito que ainda ressoa,
Como um brado dissidente.
Lembremo-nos sempre desse guerreiro,
Que não se deixou intimidar,
Sempre leal e verdadeiro,
Na sua maneira de lutar.
Denio Reis
sábado, 11 de abril de 2020
Relógio da vida
A finitude é o relógio da vida,
Marca o tempo da nossa existência,
Determina o tempo da nossa permanência,
Antes da nossa partida.
A vida é como um sopro temporal,
Semelhante ao vento que de repente passa,
As vezes deixa um gosto amargo na taça,
Quando nela só se possa sorver o mal.
Os que ficam ainda temporariamente,
Viverão da recordação insistente,
Que rondando sempre estará por perto.
Devemos contar o tempo pela experiência,
Contando dia após dia com a nossa vivência,
Mas sem nenhuma pressa por certo.
Denio Reis
domingo, 5 de abril de 2020
Mar Revolto
Mar revolto,
Barco à deriva,
Leme solto.
Nuvens carregadas,
Prestes o temporal,
Luta desigual.
O mar se agiganta,
A onda se levanta,
Parece ser o final.
As estrelas se fizeram ausentes,
Enquanto estiveram presentes,
O céu não se recolheu.
O barco continua nas ondas batendo,
Mas aos poucos prevalecendo,
Com a esperança que jamais esmoreceu.
Denio Reis
domingo, 29 de março de 2020
Ele não é invencível.
O anjo da morte passou,
Mas onde existia o sangue de Cristo,
Ele recuou.
Esse sangue continua nos dando cobertura,
Pois certamente nos assegura,
Que estamos debaixo da sua proteção.
O coronavírus nunca foi e jamais será invencível,
Derrotá-lo é perfeitamente possível,
Basta que haja fé no coração.
Deixemos de lado a boataria,
Que dia após dia,
Só nos traz confusão.
Tape os ouvidos para os arautos do pessimismo,
Que até com um certo cinismo,
Fazem da vida um turbilhão.
Denio Reis
quinta-feira, 26 de março de 2020
Comoção
Nesse momento de comoção,
Simbolicamente devemos nos dar às mãos,
Não disseminar notícias alarmistas
E nem tão pouco pessimistas.
Ouvir mais as autoridades entendidas,
Sobre essa tragédia do momento,
O coronavírus que está trazendo tanto sofrimento,
Irá passar como tudo na vida.
Continuar com os cuidados preventivos,
Nunca é exagero insistir,
Sempre é melhor prevenir,
Do que remediar.
Com fé em Deus o todo poderoso,
Venceremos essa pandemia,
Para nunca esquecer que um dia,
Também venceu quem foi corajoso.
Denio Reis